Uma das coisas mais difícies pra mim é me acostumar com o fato de "estar sozinha".
Há diferenças entre solitutide e solidão, onde o que importa mesmo é o fato de se sentir bem fazendo as coisas sozinha e estar bem em própria companhia.
E, honestamente, me acho em boa companhia quando estou sozinha. Na maioria das vezes me sinto bem e em paz. Mas às vezes, bate a solidão, e é aí que o bicho pega.
A falta de alguém que te entende pra conversar, que realmente esteja disposto sabe? Que se interessa, que te pergunta, que te dá conselhos. Muitas vezes me sinto apenas desabafando com as pessoas, não conversando. E bom desabafar, claro, mas às vezes a gente precisa conversar sabe? E é disso que sinto falta.
Família é família né; estão sempre comigo quando preciso, mas juro que sinto que muitas vezes eles se esforçam pra me ouvir, pra se interessar pelos meus assuntos. Reconheço esse esforço, mas não é a mesma coisa.
Às vezes me pergunto se estou pedindo demais, ou se na verdade devo insistir na busca de algo que meu coração está pedindo. Sei que é muito difícil encontrar alguém interessado, as relações estão muito rasas e, ao menor sinal de interesse, as pessoas somem.
Comecei o 2020 muito pensativa em relação a isso, em talvez desistir dessa busca e me forçar a me acostumar a estar sozinha em todas as situações. Uma hora a gente acostuma né? Ou não. A verdade é que às vezes a gente cansa e só quer descansar. E acho que é exatamente isso que vou procurar fazer nesse ano, parar de procurar. Quer saber? Minha solidão que lute (como diz o meme).
Como diz a música: "O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído"
