domingo, 31 de março de 2024

Casulo

 Ando mais fechada ultimamente. Na verdade, desde o início do ano minha vontade de sair e socializar está baixíssima. Achei que era uma coisa minha mas conversando percebi que tem pessoas do meu círculo de amizades que estão assim também.

Não tenho vontade de desgastar com coisas que não vão me acrescentar, sabe. Tô procurando selecionar melhor as pessoas que estão na minha volta, que tenham boas energias e boas intenções. Chega de coisas rasas.

Nesse momento, acabo fechando mais no meu mundinho, com as minhas coisas, meus desejos, rolês mais calmos, atividades que sejam focadas exclusivamente a mim. 

Será que finalmente estou aprendendo a ser sozinha? 

O mais engraçado de tudo é que parece ser um movimento natural. Nenhuma ação é forçada. Às vezes bate uma solidão e uns pensamentos mais tristes, mas logo passam. Consigo entender que estou bem e feliz assim. 

Quando me perguntam eu sempre digo que entrego nas mãos de Deus, e na verdade é bem isso. Eu trabalho, estudo, tenho uma rotina de exercícios, procuro me alimentar bem, enfim, essas coisas todas. Se alguém quiser ficar, ótimo. Se alguém quiser sair, melhor ainda (é porque não está na mesma energia e não se sente confortável né).

Tão bom ficar quietinha no meu casulo. Está sendo um período onde eu me vejo crescendo e isso me alegra. 

Favor não perturbar


segunda-feira, 24 de abril de 2023

Sobre segundas-feiras

Eu gosto das segundas-feiras, sempre gostei. Dá uma sensação de recomeço, de tentar de novo, de fazer diferente.

Os últimos 15 dias foram de muitos eventos que estavam fora da minha rotina e isso me desestabilizou. Ainda bem que o feriado me salvou. 

Hoje, acordei tranquila e em paz. Querendo muito que a sensação perdure o máximo possível. 


Que assim seja


 

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Tentar enxergar o que a vida quer que a gente aprenda

Estou pensando nisso com um olhar diferente devem fazer uns 2 meses, eu acho. O que essa situação que eu tô passando na minha vida amorosa quer me dizer?

Quando eu estava casada, eu sempre pensava que eu não conseguiria mais ser solteira novamente, devido aos comportamentos que enxergava nas minhas amigas e de como os relacionamentos estavam mudando, se tornando joguinhos superficiais. Logo eu, que gosto de me entregar e viver tudo que tem pra viver em cada história que eu vivo.

Três anos solteira e acho que recém agora tô entendendo o que tenho que aprender nessa história toda: persistência!

Toda a vez que me envolvo (em qualquer nível, pode ser até mesmo numa conversa informal com alguém) e acabo de alguma forma me decepcionando ou realmente vendo que não temos nada a ver, eu penso: "quer saber? não vou me envolver com mais ninguém. Meu destino é viver sozinha que me decepciono menos". Mas quando vejo, um tempo depois, já acabo olhando pra alguém de forma diferente e toda a história começa de novo.

Esse "procura, desiste, procura, decepciona, desiste" me cansa. Às vezes acho que o problema é justamente por ter ficado muitos anos com alguém e ter me costumado com relacionamento estável, seguro e maduro. E encontrar outra pessoa que queira isso é exaustivo.

Querer viver um amor é ser persistente pra encontrá-lo. E admito que sempre fui meio preguiçosa: se não consigo alguma coisa rapidamente, eu logo desisto.

Definitivamente, acho que a vida está tentando me ensinar a não desistir.



domingo, 12 de janeiro de 2020

Sobre a solitude e a solidão

Uma das coisas mais difícies pra mim é me acostumar com o fato de "estar sozinha".
Há diferenças entre solitutide e solidão, onde o que importa mesmo é o fato de se sentir bem fazendo as coisas sozinha e estar bem em própria companhia.
E, honestamente, me acho em boa companhia quando estou sozinha. Na maioria das vezes me sinto bem e em paz. Mas às vezes, bate a solidão, e é aí que o bicho pega.
A falta de alguém que te entende pra conversar, que realmente esteja disposto sabe? Que se interessa, que te pergunta, que te dá conselhos. Muitas vezes me sinto apenas desabafando com as pessoas, não conversando. E bom desabafar, claro, mas às vezes a gente precisa conversar sabe? E é disso que sinto falta.
Família é família né; estão sempre comigo quando preciso, mas juro que sinto que muitas vezes eles se esforçam pra me ouvir, pra se interessar pelos meus assuntos. Reconheço esse esforço, mas não é a mesma coisa.
Às vezes me pergunto se estou pedindo demais, ou se na verdade devo insistir na busca de algo que meu coração está pedindo. Sei que é muito difícil encontrar alguém interessado, as relações estão muito rasas e, ao menor sinal de interesse, as pessoas somem.
Comecei o 2020 muito pensativa em relação a isso, em talvez desistir dessa busca e me forçar a me acostumar a estar sozinha em todas as situações. Uma hora a gente acostuma né? Ou não. A verdade é que às vezes a gente cansa e só quer descansar. E acho que é exatamente isso que vou procurar fazer nesse ano, parar de procurar. Quer saber? Minha solidão que lute (como diz o meme).

Como diz a música: "O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído"



sábado, 17 de agosto de 2019

Autoconhecimento

Um dos grandes segredos da vida é o autoconhecimento, sem dúvidas. É um processo gratificante.
Desde que comecei a me estudar mais a fundo, mais descubro o meu potencial e o que é bom pra mim. Esse estudo é importante pra entender o que a gente quer e o que a gente realmente precisa.

Acho que isso me deu uma sensação de liberdade, de independência incrível. Livre pra escolher o que é melhor pra mim, sem me deixar ser rendida por carências.
Me encontrei numa situação onde, por mais que tivesse tudo pra ser ótimo, faltava alguma coisa. Faltava mais.
Talvez, em outra ocasião, eu tentaria me rebaixar para fazer "dar certo" e o pior: teria me culpado! Será que foi porque eu fiz isso? Ou aquilo? E se eu não tivesse falado o que eu tava sentindo?

Bobagem!

Hoje sei que não tenho que me culpar por querer o melhor pra mim. Me conheço o suficiente pra saber o que eu quero. Tenho amor vindo de diversas formas e principalmente, amor-próprio :)

Manter-se inteira sempre. Se vem alguém, não vem pra completar... vem pra somar!





quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Memórias

Encontrei dias desses, sem querer, o texto abaixo e me identifiquei muito.
É aquela história... se não tivesse assinatura diria que fui eu quem escrevi.


SE CASEI, DEPOIS ROMPI. IMPORTANTE É QUE EMOÇÕES EU VIVI
Casei aos vinte e cinco anos. Vivi, sem dúvida alguma, os melhores momentos da minha vida ao lado de alguém que era minha melhor amiga, que era o tipo de pessoa que eu sempre quis, que tinha uma sincronia absurda nos planos, nos sonhos, nos gostos e até nas músicas do Spotify e filmes do Netflix. Ela era uma das pessoas que mais confiei no mundo inteiro.

E, mesmo depois que tudo acabou, não vejo como um carma a ser anulado, um capítulo a ser arrancado, mas insisto em dizer por aí que: Meu casamento foi tão real, intenso e maduro que deu certo na maior parte do tempo, apenas não resistiu aos ferimentos mais insignificantes. É como aquele médico premiado que está sempre atento a tudo, mas que não deu bola para os pequenos arranhões.

A melhor parte de ter sido casado é que posso sim me gabar de ter alcançado um novo patamar de realidade do amor. Amei inteiramente, da melhor maneira que pude, com os melhores recursos que tinha em mãos na época, mas aprendi que até mesmo as coisas mais concretas, exatas e intensas nessa vida podem sofrer mudanças sem razão.

Durante todos os anos que dividi com ela o melhor e o pior de mim, tive que me encolher diante de determinados momentos que priorizávamos o coletivo, mas também pude ter a tranquilidade de ser a mim mesmo na mais pura versão, e mostrar-se diante de outro sem medo de ser julgado errado. O casamento nos dá a honra que não conseguir vestir máscaras.

Hoje, chegando quase aos trinta anos, percebo que não sou o único que está em um momento de vida onde quase todos os amigos estão casando-se, pretendem ficar noivos ou estão indo nessa direção. E respeito muito isso.

Quando converso com eles sobre este assunto, dizem-me três coisas: Que esse passo a frente representa para eles a conquista de um sonho de criança; Outros enchem a boca para dizer que esta decisão lhes ajudam a encontrar também a sua essência como pessoa; e tem ainda os que afirmam categoricamente que esta foi a pior decisão da sua vida e transbordam arrependimentos. Eu confesso que não me encaixo em nenhum dos três casos.

Desde de muito menino quis ter família. Sempre quis dedicar minha vida a cuidar da minha casa, dos meus filhos, da minha esposa como quem guarda um tesouro. E isso não mudou.O que mudou foi quem eu sou hoje. Ainda insistirei neste projeto, e mesmo sensibilizado, acredito que quem tem amor, tem tudo.

Eu acreditei que somente o casamento poderia realizar-me como amante e sujeito amado, que só quando eu me dedicasse exclusivamente a alguém é que poderia experimentar o amor na sua forma mais profunda. E ainda não perdi isso de vista, apenas sei hoje, que além disso, é preciso construir uma reciprocidade inquebrável e ter espaço para as individualidades também.

Eu sei, depois que assisti o fim da minha relação considerada saudável e amigável, notei que amar é muito mais que assumir um compromisso sério com alguém, rezar a cartilha da boa convivência e do romantismo,  que aprender a ignorar determinadas situações, trabalhar duro para conquistar coisas juntos, investir em experiências de entrega total e renegar aos desejos individuais. Estar em um relacionamento exclusivo com alguém, tem que ser a maior e mais sinceta troca mútua do universo, em tudo.

As minhas ideias sobre amor, sobre relacionamento, sobre conviver, sobre se entregar, sobre experimentar e viver um amor intenso, não mudaram. O que mudou, foi eu. Eu que passei a levar ainda mais a sério tudo isso.

Sei hoje, que o primeiro passo é ter a consciência clara que um amor só tem chances de prosperar de verdade, quando duas pessoas acreditam e valorizam o mesmo projeto na mesma intensidade, mesmo sendo diferentes. A união não está nas personalidades, mas naquilo que querem para si.

Estou totalmente convencido que relacionar-se com alguém envolve tantas dificuldades que nem imaginamos, mas que a única que tem que ser levada a sério é a força de vontade de fazer a coisa dar certo. Amar é sim insistir. Não naquilo que já morreu, mas naquilo que nos faz viver.

Eu faria tudo de novo. Não me arrependo de nada que tenha vivido no casamento. Hoje, tenho a convicção, que os amores perfeitos acabarão enforcados no altar da falta de humanidade. Amores que se acham intermináveis são aqueles que precisam de mais cuidado.


Amar as pessoas como elas são, respeitá-las honestamente e fazer questão de ficar são prioridades no amor. O resto é só formalidade.

Achei o texto aqui 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Planos pro futuro

Final de ano é aquela época que a gente começa a avaliar tudo o que aconteceu com a gente. Pessoas que vieram, pessoas que se foram, situações novas, tudo vai pra conta. 
O mais importante de toda a avaliação é conseguir extrair um saldo positivo. Mesmo com as derrotas, com os apertos, com os perrengues, a gente conseguir ver que no fim ficou uma boa lição de cada situação.
Tô tão confiante pro próximo ano, que chega até dar um medinho sabe? Tenho que será um ano onde eu vou poder colocar em prática alguns planos. (e quantos eu já não criei, hein?!)

2017 foi um ano onde ocorreram mudanças que me obrigaram ver a vida de uma outra forma, de um jeito que eu jamais havia imaginado. Mas grandes mudanças não acontecem da noite pro dia né? 
Por isso, 2018 foi o ano em que precisei colocar as coisas em ordem. Resolver pendências financeiras, afetivas e aprender a lidar de forma mais madura com relacionamentos.
Não foi fácil, senti "na pele", mas foi muito válido para que eu pudesse enxergar esse ano como um ano positivo e que me trouxe experiências onde eu pude reconhecer lições para a vida.
É tão boa essa sensação de começar um novo ano leve, podendo fazer planos mais audaciosos e livre de amarrações do passado.

Para 2019 eu só desejo uma coisa: que eu me permita viver!



Feliz 2019