quarta-feira, 8 de abril de 2020

Tentar enxergar o que a vida quer que a gente aprenda

Estou pensando nisso com um olhar diferente devem fazer uns 2 meses, eu acho. O que essa situação que eu tô passando na minha vida amorosa quer me dizer?

Quando eu estava casada, eu sempre pensava que eu não conseguiria mais ser solteira novamente, devido aos comportamentos que enxergava nas minhas amigas e de como os relacionamentos estavam mudando, se tornando joguinhos superficiais. Logo eu, que gosto de me entregar e viver tudo que tem pra viver em cada história que eu vivo.

Três anos solteira e acho que recém agora tô entendendo o que tenho que aprender nessa história toda: persistência!

Toda a vez que me envolvo (em qualquer nível, pode ser até mesmo numa conversa informal com alguém) e acabo de alguma forma me decepcionando ou realmente vendo que não temos nada a ver, eu penso: "quer saber? não vou me envolver com mais ninguém. Meu destino é viver sozinha que me decepciono menos". Mas quando vejo, um tempo depois, já acabo olhando pra alguém de forma diferente e toda a história começa de novo.

Esse "procura, desiste, procura, decepciona, desiste" me cansa. Às vezes acho que o problema é justamente por ter ficado muitos anos com alguém e ter me costumado com relacionamento estável, seguro e maduro. E encontrar outra pessoa que queira isso é exaustivo.

Querer viver um amor é ser persistente pra encontrá-lo. E admito que sempre fui meio preguiçosa: se não consigo alguma coisa rapidamente, eu logo desisto.

Definitivamente, acho que a vida está tentando me ensinar a não desistir.



domingo, 12 de janeiro de 2020

Sobre a solitude e a solidão

Uma das coisas mais difícies pra mim é me acostumar com o fato de "estar sozinha".
Há diferenças entre solitutide e solidão, onde o que importa mesmo é o fato de se sentir bem fazendo as coisas sozinha e estar bem em própria companhia.
E, honestamente, me acho em boa companhia quando estou sozinha. Na maioria das vezes me sinto bem e em paz. Mas às vezes, bate a solidão, e é aí que o bicho pega.
A falta de alguém que te entende pra conversar, que realmente esteja disposto sabe? Que se interessa, que te pergunta, que te dá conselhos. Muitas vezes me sinto apenas desabafando com as pessoas, não conversando. E bom desabafar, claro, mas às vezes a gente precisa conversar sabe? E é disso que sinto falta.
Família é família né; estão sempre comigo quando preciso, mas juro que sinto que muitas vezes eles se esforçam pra me ouvir, pra se interessar pelos meus assuntos. Reconheço esse esforço, mas não é a mesma coisa.
Às vezes me pergunto se estou pedindo demais, ou se na verdade devo insistir na busca de algo que meu coração está pedindo. Sei que é muito difícil encontrar alguém interessado, as relações estão muito rasas e, ao menor sinal de interesse, as pessoas somem.
Comecei o 2020 muito pensativa em relação a isso, em talvez desistir dessa busca e me forçar a me acostumar a estar sozinha em todas as situações. Uma hora a gente acostuma né? Ou não. A verdade é que às vezes a gente cansa e só quer descansar. E acho que é exatamente isso que vou procurar fazer nesse ano, parar de procurar. Quer saber? Minha solidão que lute (como diz o meme).

Como diz a música: "O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído"